COVID-19 – MEDIDAS QUE NÃO AJUDAM NADA!

A OMS (Organização Mundial da Saúde) é uma agência especializada em saúde, fundada em 7 de abril de 1948 e subordinada à Organização das Nações Unidas, com sede em Genebra (Suíça).

A OMS se constitui por documento universal, que prescreve o objetivo principal de desenvolver ao máximo possível o nível de saúde de todos os povos. É definido nesse mesmo documento, a premissa “estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade”.

Além de coordenar de forma intensa os esforços internacionais para controlar epidemias e surtos de doenças (malária, tuberculose), a OMS também patrocina programas e projetos criados para a prevenção e tratamento dessas doenças. Apoia o desenvolvimento e a distribuição de vacinas seguras e eficazes, diagnósticos farmacêuticos e medicamentos, através do Programa Ampliado de Imunização.
É a maior Agência de Saúde do planeta e trabalha incessantemente para tornar a vida humana saudável e livre de doenças.

Seus esforços tem o apoio e a adesão de 194 países em todo o mundo que trabalham em conjunto para erradicar as grandes epidemias em todo o mundo. Assim, desde o início da Pandemia Mundial, causada pelo Corona vírus, os esforços têm redobrado em busca do extermínio dessa doença.

Por esses motivos, as medidas da OMS contra a COVID-19, são fortemente embasadas e fundamentadas em pesquisas científicas, orientações das maiores autoridades da Medicina mundial e pesquisadores da área de Infectologia mundialmente respeitados.

Lavar as mãos, manter o distanciamento social e usar máscaras são medidas repetidas pelos médicos em acordo com a OMS e a Ciência e, até o momento, juntamente com a vacina; são as regras eficazes e de maior valor para conter o avanço da doença, evitar o contágio e vencer a doença. Porém, não é a única coisa que as pessoas estão fazendo para se proteger.

Após o início de alguma atividade, depois dos primeiros momentos de total Lockdown, a maioria dos países adotou uma série de medidas, como a medição da temperatura em locais públicos, instalação de maneiras de desinfetar esteiras, passarelas, escadas rolantes e até, cabines e transportes em geral. Nas residências, as pessoas optaram por uma limpeza mais centralizada como, limpar os sapatos sempre que voltam de lugares públicos, lavar as roupas e as sacolas de compras.

Mas, o que será realmente eficiente e eficaz contra o contágio, nessas medidas mencionadas, além dos cuidados primordiais anunciados pela Ciência, podemos descrever através das considerações de vários especialistas.

1. Desinfecção de tapetes, limpeza de sapatos, limpeza de pneus de automóveis.

Em alguns países é comum ver pessoas sendo instruídas a passar por esteiras, na entrada de espações públicos e particulares, onde são “limpas” por uma solução desinfetante. Em outros espaços, são oferecidos às pessoas, uma polaina descartável para cobertura dos sapatos. Chegam até solicitar às pessoas que apliquem um desinfetante na sola dos sapatos. Isso acontece também com os carros inteiros ou pneus.
Dentre vários especialistas consultados a conclusão é de que essas medidas não funcionam. A limpeza de sapatos serve muito bem para evitar a entrada de sujeira e micróbios da rua. Segundo a virologista Maria Fernanda Gutierrez (Universidade de Bogotá-Colômbia), o vírus não vem no lugar e não permanecem em solas de sapato por muito tempo. O vírus flutua no ar e também não sobem. E segundo os outros especialistas, essa medida não ajuda em nada, porque é sabido que a transmissão do vírus por superfícies é muito menor do que se imaginava no início das pesquisas.

2. Limpar as sacolas de compras

Segundo o Dr. Elmer Huerta, oncologista e infectologista, especialista em Saúde Pública e colaborador da CNN en Espanhol; no início do ano (fevereiro e março), não era constatado ainda que a principal forma de transmissão do vírus é através de aerossóis, ou seja, pelo trato respiratório. Havia certamente, aquela “histeria” onde tudo devia ser desinfetado a todo custo.

A revista Nature, bastante respeitada no meio, também publicou um texto a respeito do contágio por superfícies, onde médicos especialistas no assunto da pandemia afirmam que, muito embora seja possível, é uma condição de infecção muito rara.

No caso de lavar as sacolas de mercado, a probabilidade de que o vírus fique preso no saco é baixíssima. O importante é lavar as mãos depois de recolher as embalagens. Não são as embalagens, bolsas e sacos que transmitem; são as mãos! Lavar as mãos ainda é a maior e melhor recomendação básica, pelo fato de que o risco de se levar a mão ao nariz e à boca, ainda é o principal mecanismo de entrada do vírus.

3. Medição de temperatura

Não há fundamento plausível em se medir a temperatura das pessoas em lugares públicos, nem no pulso ou em qualquer parte do corpo. Uma das razões é que o vírus da Covid-19 não é do tipo que produz febre. A outra razão é que, somente em poucos casos da doença há a condição de febre, e nesta condição as pessoas não saem de casa.
Segundo o Dr. Diego Rosselli, professor de Epidemiologia da Universidade Javeriana, uma das 33 universidades afiliadas à Sociedade de Jesus na América Latina e uma das 167 no mundo, somente em torno de 10% das pessoas que contraem o vírus, tem a condição de febre. É um grupo muito pequeno de pessoas, as quais inclusive, só chegam nessa condição quando já tiveram os outros primeiros sintomas da doença.

5. Barreiras

Vários lugares públicos como bancos, supermercados, restaurantes e outros necessários ao uso da sociedade, usam barreiras de plástico ou acrílico para separar as pessoas pelo distanciamento através de espaços separados.
Esta é definitivamente, uma medida que funciona. Segundo os infectologistas as barreiras servem para bloquear a passagem de gotículas de respiração, de uma pessoa para a outra. É o mesmo fundamento pelo qual a máscara age com eficácia.

6. Tirar a roupa quando chegar em casa.

Se você vem da rua, não precisa trocar de roupa. O vírus não sobrevive por muito tempo em qualquer superfície.

Evite aglomerações, privilegie atividades ao ar livre e não em espaços fechados, evite encontros com muitas pessoas e sim, lave as mãos, mantenha o distanciamento social e use máscaras.